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Novo contexto para a escola do futuro

A educação formal vive um momento muito desafiador: compreender as mudanças do mundo e aliar novas metodologias de ensino para conseguir seguir o fluxo dinâmico da sociedade. Se de um lado escolas buscam fazer essas mudanças de forma progressiva, por outro existem escolas que estão mudando de forma profunda sua forma de trabalhar.

A grande pergunta é: qual o modelo ideal para a escola se apropriar desse novo contexto social

Não se tem respostas prontas para isso, mas há fatos sociais comprovados cientificamente sobre as mudanças na instituição educacional. Um estudo do professor José Moran, doutor da Universidade de São Paulo e pesquisador de mudanças na educação, elenca bem esses fatos. Vamos conhecer alguns deles?

  1. A ampliação do acesso à informação. Até pouco tempo, as escolas detinham o poder do conhecimento e da informação, assim fazia certo sentido apenas o professor ser protagonista no processo de ensino-aprendizagem. Com o advento da internet e melhora contínua na qualidade de vida da sociedade, os alunos chegam às salas de aula trazendo conhecimentos e elaborando suas conexões de mundo. Portanto, é preciso em primeiro lugar considerar que o jovem da modernidade é o protagonista do seu próprio conhecimento.

  2. Avanço da tecnologia na era digital na qual estamos inseridos, as tecnologias não param de surgir. Não há como negar, elas integram o espaço e o tempo. Assim, em qualquer lugar se consome conhecimento. Portanto, o mundo virtual é uma extensão da sala de aula. A escola deve se preparar para conseguir efetivar o processo de ensino-aprendizagem por meio dessas novas tecnologias.

  3. Fusão do espaço físico ao digital. É a partir desse pensamento que a escola pode se abrir para o mundo digital e aliar as linguagens virtuais com o conhecimento científico. Aproveitar o melhor dos dois espaços em prol da educação.

  4. Nova geração, novos públicos. Diante das mudanças sociais, os alunos dessa nova geração não aceitam mais um ensino vertical, autoritário e depositório. É preciso, portanto, transformá-los em atores ativos no processo de produção do conhecimento.

Entender esses quatros pontos é o começo para a integração neste novo contexto social. Moran leva em consideração as escolas que escolhem  mudar progressivamente, ou seja, "mantêm o modelo curricular predominante – disciplinar – mas priorizam o envolvimento maior do aluno com metodologias ativas como o ensino por projetos de forma mais interdisciplinar, o ensino híbrido ou blended e a sala de aula invertida". Enquanto que outras mudam radicalmente buscando metodologias inovadoras, sem disciplinas, voltadas para o tempo de aprendizagem de cada aluno.

Entre uma ou outra opção, o mais importante é a escola se apropriar dos estudos sociais sobre o futuro da educação e compreender as mudanças sociais de uma era cada vez mais tecnológica que molda o comportamento da nova geração.

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Referência: MORÁN, J. Coleção Mídias Contemporâneas. Convergências Midiáticas, Educação e Cidadania: aproximações jovens. Vol. II] Carlos Alberto de Souza e Ofelia Elisa Torres Morales (orgs.). PG: Foca Foto-PROEX/UEPG, 2015. 

Novo contexto para a escola do futuro

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